sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Como se você nunca fosse me ver novamente.

Então toda vez que você me abraçar
Me abrace como se fosse a última vez
Toda vez que você me beijar
Me beije como se você nunca fosse me ver novamente
Toda vez que você toca em mim
Toque como se fosse a última vez
Prometa que vai me amar
Amar como se você nunca fosse me ver novamente.
(Alicia Keys)

Skins

" A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial, e de repente, te deixa de lado. E aí você tem que agir como se não se importasse" - skins

Admiráveis

O inferno por dentro

Você é aquele tipo de pessoa inconfiável, seus movimentos são joguinhos manipuladores, seus discursos nem se fala. Já faz tempo que parei de guiar minha vida com suas frases de parachoque de caminhão. Fui embora. Agora de uma vez. Sem volta e sem conversa. Voltei para a casa dos meus pais, mas não por muito tempo. Meu antigo quarto virou uma sala de cinema. Talvez eu volte pra Lisboa. Aliás, não te interessa. Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu


continua...

Quero você.

"E eu quero que você venha cuidar de mim. Quero acordar e assim que abrir os olhos, ver você. Perceber o quanto sou feliz por ter você. Quero que me beije devagar, me segurando com força, e dizendo que ficaria assim até não poder mais. Quero uma vida leve e serena com você. Uma casa só nossa, um filme no frio, e até um cachorro. Quero que você me faça a pessoa mais feliz do mundo, pois eu também te farei se sentir do mesmo jeito. Quero bagunça na cozinha, a gente tentando preparar alguma coisa, e acabando no chão. Quero você, as coisas simples. Então fica. Quero viver esse amor, quero viver nessa vida... com você" 
Casal apaixonado no dia dos namorados

O inferno por dentro 3 (continuação)

Só que você sempre dá um jeito de se safar. Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando, morrendo na praia em frente ao mar de rosas que você anunciou, cheia de pétalas grudadas no céu da boca, entupindo os bofes, sem ar, uma vontade constante de regurgitar de volta suas garantias de araque. Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um ‘até amanhã’ nem ‘até breve’ e nem ‘até mais’. É um ‘até você mudar’ ou ‘até você não ser mais quem você é’. Até nunca, então.

(Louco) Por você.

No início da noite eu recebi um chamado. Uma das minhas melhoras amigas, se não a melhor, estava com uma dor estranha ao telefone. Em princípio tomou um Buscopan, depois outro e nada. Nunca teve cólicas tão fortes e nem está naqueles períodos. Talvez não fosse cólica, por isso me ligou. Algumas quadras depois eu estava lá, a ajudando a se vestir e tentando não espiar suas nuances femininas, procurando cartões de convênios médicos, dando algumas informações enquanto ela se curvava de dor. Fomos a um pronto-atendimento ambulatorial, o mais perto entre os cadastrados. Pegamos fila. Fomos atendidos por um clínico geral, depois encaminhados, e toda aquela burocracia. Ela chorava apavorada de dor e de medo, como uma pequena menina. Eu dava um pequeno show de ira no guichê.

Já era madrugada. Exame de sangue, exame disso e daquilo, o de urina demorou um pouco pois os rins estavam fracos, segundo um dos doutores do plantão. “Não queria que você tivesse me visto vomitando”, ela me disse, mas aí eu a acalmei dizendo que não tinha planos melhores para essa noite. Ela riu fraquinho e deu um longo suspiro. E lá fomos nós para tipo um computadorcom um mouse que mais parecia um tubo de desodorante roll-on. A enfermeira pediu que eu saísse, a paciente nervosamente exigiu que eu ficasse. Podia ser gravidez, podia ser hérnia, podia ser apendicite. Quando a mulher de branco passou um gel frio, a garota encolheu a barriga, arrepiou os braços e segurou forte minha mão. Foi estranho.

Eram três quando acordei no susto, as pernas em cima de outro banco da sala de espera. Fui num daqueles cubos onde você deposita uma moeda e ele automaticamente te faz um café adoçado e quentinho. Na outra mandei descer um Snickers, o super-herói dos chocolates. Quando um residente passou, eu o agarrei pela nuca, quase. Ele disse que ela estava bem, em observação, descansando sob efeito de um opiáceo. Eu podia ficar tranquilo porque “sua namorada vai ficar legal e daqui a pouco será liberada pra ir casa”. O rapazinho confundiu as coisas e eu me apressei em desmentir aquele boato, antes que o hospital todo ficasse sabendo. Ela podia ouvir isso nos corredores ou de alguém no leito oposto, e isso ia dar em desentendimentos futuros. Ele deu de ombros e entrou numa porta restrita.

Antes de ser liberada, tivemos de passar numa sala para pegar umas receitas para uns remédios. A médica, uma loira elegante e alta, disse que se a dor voltasse “precisaríamos” (ei, ninguém avisou você que não somos um casal? Que tipo de hospital é esse que fica tentando implantar ideias inviáveis nos seus pacientes?) voltar amanhã cedo para uma tomografia. Nós prometemos que estaríamos aqui nesse caso. Sim, eu também. Com algumas ligações, eu desmancharia qualquer reunião chata. E pela porta da frente saímos bem devagarinho, carregando uns papeis, a passos grogues, cuidando os degraus, até o estacionamento.

Então ficou decidido que eu passaria o resto da noite lá, fazendo alguns monitoramentos maternais, vendo se uma febre se atravessaria, pois aí a doutora disse que poderia ser uma infecção. Não tinha febre, ela estava bobinha e risonha de Tramal, me contando que nunca sentiu tanto medo na vida, enquanto eu tentava me concentrar no diálogo de Mad About You – que há épocas eu não via, porque nunca ligava a tevê àquela hora da manhãzinha. Jamie não queria ter um filho mas achava que o Paul queria, mas o Paul também não queria, mas achava que Jamie queria, então os dois decidiram ir pra cama e fazer o bebê a contragosto sem saberem. Foi uma confusão bem engraçada.

– Por que eu?
– Hein? – ela resmunga, meio sonâmbula e debilitada.
– Por que você não ligou para seus pais ou uma amiga?

Aí ela olha pra tevê, a respiração lenta e baixinha. Agora Paul e Jamie estão discutindo porque nenhum dos dois quer o tal filho e agora eles já transaram sem proteção e tudo. “Por que você não disse antes?”, grita um deles.

– Não sei – ela me responde. – Eu te atrapalhei, não é?
– Não! Não, não. Não é isso. Fiz o que fazem os amigos. E, você sabe, eu adoro estar contigo. Em pubs, em parques, em hospitais municipais, tanto faz. É só que...
– Sei lá. Nem pensei direito. Você foi a primeira que me veio à cabeça. Isso é ruim?
– Não. Acho que não.
– Talvez eu procurasse em alguém que pudesse me passar confiança e que soubesse me confortar também, sem ficar mais histérico e apavorado do que eu – me diz docemente e aí adormece aconchegada em mim.

Como eu não tomei nenhum analgésico nas artérias, demoro um pouco mais a cair no sono, e posso ver que agora Paul descobre que na verdade queria ter o tal do filho, mas fica quieto e receoso porque a Jamie disse que não desejava, só que secretamente ela também quer e resolve ficar na dela. Eu não sei onde isso vai dar, vou ter de esperar pelo próximo episódio, enquanto mais um sol se levanta. Essas confusões sempre acontecem.

Diga que me ama...


                    "Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta deouvir, ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externas, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra..." - Ana jácomo.



Peça de teatro. .

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"  Charles Chaplin

Se perguntarem como eu estou, diga que estou linda

 ;)